segunda-feira, 13 de junho de 2011

A EDUCAÇÃO TEM VOZ E OS EDUCADORES QUEREM FALAR.

publicado no Jornal do Tocantins dia 05/06/2011


            O Brasil inteiro parou nas últimas semanas para refletir, embora que por alguns segundos e antes da novela, sobre a educação. A rede globo de televisão e a rede mundial de computadores convocaram o povo brasileiro a olhar para a escola que temos. Com certeza não foi algo novo, mas sua importância é imensurável. Fazer o Brasil parar um pouco no horário nobre para pensar na educação que ele promove e ao mesmo tempo desconhece ou ignora é um grande passo rumo a muitas conquistas.
             Essa atitude dos meios de comunicação provocou um alerta geral sobre a necessidade de tratarmos a educação como prioridade não apenas nos discursos de campanhas eleitorais, pois esse descaso tem promovido desigualdades, injustiças, violências e todas as demais doenças que assolam a sociedade. Ao ver o vídeo da professora Amanda Gurgel, do Rio Grande do Norte, que está disponível no site you tube e as matérias veiculadas pelo Jornal Nacional que tanto chamaram a atenção da sociedade, me pergunto: será que as pessoas estão cientes da educação que os seus filhos recebem?!  Acredito que não, pois se soubessem realmente como esta a educação, em especial a tocantinense, visitaria mais as escolas de tempo integral com um olhar mais crítico e menos alienado.
           Outro aspecto digno de reflexão é a condição de trabalho que tem os educadores. Pois, há muito tempo a carreira do magistério deixou de ser atraente. Só para exemplificar, o salário de um professor nos anos 50, do século XX, equiparava-se ao de um juiz, hoje é cerca de vinte vezes menor. De modo que atualmente o salário de professor é o mais baixo entre as carreiras que exigem graduação para poder ser exercida. Os médicos e advogados chegam a ter um salário dez vezes maior que o de um professor.
          Na jovem capital Palmas, aniversariante do mês,  que tem se destacado nacionalmente como uma das melhores referencias no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica-IDEB, graças ao inquestionável trabalho dos educadores, ainda não se conseguiu avançar significativamente na valorização profissional, inclusive somente a partir do mês de maio de 2011 os educadores passarão a receber o piso salarial profissional nacional sob o argumento de que a lei só foi ratificada pelo STF agora em março de 2011. Assim, para não perder o hábito, faço nova pergunta: alguém esperou alguma votação do STF para reajustar os salários dos vereadores e do prefeito? Sinceramente, o que a professora Amanda Gurgel disse foi impactante, mas ela não foi a primeira nem a única e as frases citadas por ela podem ser ouvidas em qualquer escola de Palmas, do Tocantins e do Brasil. Basta que queiramos ouvir.

Elis Raik Miranda de Carvalho – email: elisraik@gmail.com


terça-feira, 7 de junho de 2011

Seminário Internacional Sobre Educacacao

A CNTE participa desde ontem (05) da Conferência Regional da Rede de Mulheres da Internacional da Educação para América Latina (IEAL), em Buenos Aires, na Argentina. Representantes do Cone Sul estão reunidas para discutir a educação pública de qualidade como um direito social.
 

A secretária de Relações Internacionais da CNTE e vice-presidente do Comitê Regional da IEAL, Fátima da Silva, destacou, durante sua apresentação, que é importante conhecer a participação das mulheres nas organizações sindicais em cada país da região, pois desde que as atividades da Rede foram iniciadas, tem se evidenciado a sua força como referência política.  Segundo ela, essa Conferência é uma grande oportunidade de compartilhar experiências e, especialmente, construir e fortalecer laços de solidariedade entre os participantes.

Rosana VilasAlém disso, Fátima ressaltou que as discussões sobre o assunto ganham cada vez mais espaço a nível mundial, como por exemplo, a iniciativa da Internacional da Educação (IE) de criar a Primeira Conferência de Mulheres da IE, realizada em janeiro deste ano, em Bangkok, na Tailândia. “Esse é um processo que precisa ir além da nossa região, porque agora o mundo também vê a importância do trabalho das mulheres que trabalham na educação”, disse.

“Essa rede que formamos tem aspectos muito positivos. Crescemos juntos e nos corrigimos mutuamente. Devemos ainda crescer na intervenção e ocupação de nossos espaços. Esse trabalho de rede tem que ser conhecido e popularizado junto a nossas bases, nos nossos sindicatos e afiliados. Os trabalhadores das escolas que representamos têm que saber que existe uma rede de mulheres latino-americanas articuladas, trabalhando neste continente", concluiu.

IEALProgramação

Terça-feira, 07 de junho

09h00-10h00    Debate sobre a VIII Conferência Regional da IE
“Pedagogia para a Igualdade e Direitos”
Sra. Fátima Silva – VP do Comitê Regional da IEAL
Sra. Graciela Pérez - CEA
10h00-11h00    Reações e contribuições dos presentes     
11h00-11h15    Intervalo
11h15-11h45    Apresentação do Projeto para a VIII Conferência Regional IEAL
11h45-12h30    Debate sobre o documento do Projeto
12h30-14h00    Almoço
14h00-14h30    Continuidade do Debate sobre o documento do Projeto
14h30-14h45    Intervalo
14h45-16h00    Debate e aprovação da Declaração sobre Política Sindical para a Igualdade no marco da VIII Conferência IEAL
16h00-17h00    Vários:
- Pesquisa da IE sobre a participação das mulheres nos sindicatos
- Congresso Mundial da Cidade do Cabo, África do Sul, julho de 2011
17h00        Avaliação e encerramento do evento.