publicado no Jornal do Tocantins dia 05/06/2011
O Brasil inteiro parou nas últimas semanas para refletir, embora que por alguns segundos e antes da novela, sobre a educação. A rede globo de televisão e a rede mundial de computadores convocaram o povo brasileiro a olhar para a escola que temos. Com certeza não foi algo novo, mas sua importância é imensurável. Fazer o Brasil parar um pouco no horário nobre para pensar na educação que ele promove e ao mesmo tempo desconhece ou ignora é um grande passo rumo a muitas conquistas.
Essa atitude dos meios de comunicação provocou um alerta geral sobre a necessidade de tratarmos a educação como prioridade não apenas nos discursos de campanhas eleitorais, pois esse descaso tem promovido desigualdades, injustiças, violências e todas as demais doenças que assolam a sociedade. Ao ver o vídeo da professora Amanda Gurgel, do Rio Grande do Norte, que está disponível no site you tube e as matérias veiculadas pelo Jornal Nacional que tanto chamaram a atenção da sociedade, me pergunto: será que as pessoas estão cientes da educação que os seus filhos recebem?! Acredito que não, pois se soubessem realmente como esta a educação, em especial a tocantinense, visitaria mais as escolas de tempo integral com um olhar mais crítico e menos alienado.
Outro aspecto digno de reflexão é a condição de trabalho que tem os educadores. Pois, há muito tempo a carreira do magistério deixou de ser atraente. Só para exemplificar, o salário de um professor nos anos 50, do século XX, equiparava-se ao de um juiz, hoje é cerca de vinte vezes menor. De modo que atualmente o salário de professor é o mais baixo entre as carreiras que exigem graduação para poder ser exercida. Os médicos e advogados chegam a ter um salário dez vezes maior que o de um professor.
Na jovem capital Palmas, aniversariante do mês, que tem se destacado nacionalmente como uma das melhores referencias no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica-IDEB, graças ao inquestionável trabalho dos educadores, ainda não se conseguiu avançar significativamente na valorização profissional, inclusive somente a partir do mês de maio de 2011 os educadores passarão a receber o piso salarial profissional nacional sob o argumento de que a lei só foi ratificada pelo STF agora em março de 2011. Assim, para não perder o hábito, faço nova pergunta: alguém esperou alguma votação do STF para reajustar os salários dos vereadores e do prefeito? Sinceramente, o que a professora Amanda Gurgel disse foi impactante, mas ela não foi a primeira nem a única e as frases citadas por ela podem ser ouvidas em qualquer escola de Palmas, do Tocantins e do Brasil. Basta que queiramos ouvir.
Além disso, Fátima ressaltou que as discussões sobre o assunto ganham cada vez mais espaço a nível mundial, como por exemplo, a iniciativa da Internacional da Educação (IE) de criar a Primeira Conferência de Mulheres da IE, realizada em janeiro deste ano, em Bangkok, na Tailândia. “Esse é um processo que precisa ir além da nossa região, porque agora o mundo também vê a importância do trabalho das mulheres que trabalham na educação”, disse.
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