Aprovada na assembléia dos educadores da rede mul de palmas em 16/04/2011
Na edição do Jornal do Tocantins do dia 08 de Abril, a principal manchete trouxe uma notícia que muito preocupa os educadores de Palmas. Na Escola Municipal Aurélio Buarque de Holanda, um aluno que supostamente teria sido repreendido na escola, foi para casa e tomou veneno tirando a sua própria vida. Imediatamente a família se posicionou acusando a escola de ser responsável pelo ocorrido citando como prova, apenas uma suposta carta que o aluno teria deixado, mas que o pai destruiu sem justificativas.
A família falando à imprensa acusa a coordenação e a direção da escola de praticar o Bullying- termo em inglês para agressão ou violência física ou psicológica. Os educadores assim como toda a sociedade se posicionam veementemente contra esse tipo de violência a quem quer que seja, mas não podemos concordar que seja algo normal acusar e por consequência condenar os educadores antes que tudo seja realmente esclarecido.
Precisamos discutir a educação e o papel dos educadores, pois não podemos concordar que os profissionais que cumprem seu papel: o de educar e orientar para que tenhamos uma sociedade melhor, sejam acusados de praticar violência psicologia por repreender um comportamento antissocial, conforme documentos registrados na escola comprovam.
É preciso que os educadores de todos os espaços possam refletir e se posicionar como antes fez Paulo Freire, “Educar é um ato de amor, por isso um ato de coragem. Não pode temer o debate. A análise da realidade. Não pode fugir à discussão criadora, sob pena de ser uma farsa." Tentar impor limites, organizar, orientar e por consequência disso, ensinar, não pode jamais ser visto como “agressões psicológicas”. Se há o Bullying ele deve ser debatido, compreendido e banido do seio da escola e da sociedade. Mas se ele existe nesse caso, os educadores já estão sendo vitimados.
Diante do exposto os profissionais da educação da Rede Municipal de Palmas, se posicionam em apoio aos educadores da Escola Mul. Aurélio Buarque de Holanda e exigem do poder público a apuração dos fatos, para que tudo seja esclarecido e os verdadeiros culpados sejam responsabilizados sob pena de a família (e por consequência, segmentos da sociedade) continuar condenar a escola e seus profissionais sem garantir a esses o principio constitucional do amplo direito de defesa.
Educadores de Palmas, 16 de abril de 2011
Excelente texto! Como sempre, para fugir ao debate, procura-se logo um culpado. Já é passada a hora de se discutir a que situação educadores e alunos estão expostos na escola, em que situação acontece a educação no Brasil.
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